21 de março de 2016

O Life Coaching pode me ajudar? Fizemos 11 perguntas ao Autor do livro "Life Coaching" sobre o tema.

Tive o prazer de ser procurado pelo jornal "O Estado do Ceará"para responder a seguinte entrevista que transcrevo aqui na íntegra. 

Os editores do jornal me procuraram após conhecerem o Livro Life Coaching - Equilibrando as 7 áreas fundamentais da vida. (saiba mais)

O Livro é um livro único no país, não temos, na literatura do desenvolvimento pessoal, algo com a mesma abordagem. 

Espero que aproveitem a leitura da entrevista e que usem esta incrível metodologia para transformarem suas vidas.


1. De que forma o senhor espera atingir as pessoas com a publicação de Life Coaching?

Acredito que o livro supre uma lacuna muito grande existente na literatura de desenvolvimento pessoal. Como um leitor de inúmeros livros, eu sempre senti a necessidade de algo mais prático, menos retórico e que pudesse trazer exercícios e instruções práticas sobre o que é realmente necessário fazer para equilibrar as áreas chaves da nossa vida.
O livro espera atingir este público que tem um desejo legítimo de mudança interior e precisa apenas de um direcionamento assertivo – na forma de instruções – para isso.
Particularmente, sou fã dos exercícios que proponho no livro e os pratico diariamente.
Espero que as pessoas não apenas os façam como também os incorporem nas suas rotinas.

2. O senhor acredita que "Life Coaching" pode ajudar as pessoas de que forma?

Sou suspeito para falar, afinal sou fruto do processo. Deixo isso bem claro no livro.
A maneira mais impactante da metodologia do Life Coaching está, justamente, no fato dela incluir literalmente tudo.
Isso significa que o seu trabalho, sua carreira, sua saúde, seus estudos, seus relacionamentos, filhos, etc. Todos estão conectados e se influenciam sinergicamente.
Há muita força quando você, por exemplo, toma suas decisões apoiado em um senso de trazer bem estar para todos ao seu redor. Há congruência, segurança e respaldo emocional.
Entender e compreender esta correlação entre todas as áreas amplia enormemente o autoconhecimento e o senso de responsabilidade do indivíduo e, juntas, estas duas forças promovem motivação interior o que resulta em um crescimento acelerado do indivíduo.

3. De que forma a publicação equilibra as vontades versus necessidades humanas?

De forma direta eu diria que seria quebrando esta ideia de que são contrárias, concorrentes ou inimigas. É como se eu tirasse o “versus” de sua pergunta. Afinal, como no livro, na parte das emoções, eu deixo claro que não temos controle sobre as mesmas.
Elas nascem de uma parte mais íntima de nós. Alheias ao nosso controle, as vontades sempre existirão.
Está em nosso controle, porém, as ações tomadas após as vontades surgirem.
O senso de responsabilidade, mencionado na resposta anterior, que faz o indivíduo retomar o controle.
É fácil perceber como isso impacta sua performance nos estudos, sua alimentação e até mesmo o seu comprometimento com seus relacionamentos amorosos.
Incorporamos as vontades do campo emocional no escopo de forças do indivíduo. Abordando o tema de forma intelectual, trazendo a razão para o diálogo interior, o indivíduo pode alterar o seu discurso interno e alterar seu estado emocional, saindo de um estado de vítima para um estado de força, por exemplo.

4. Na sua visão, qual a atitude principal e necessária para se equilibrar a vida?

Autoestima. É a base para tudo o que você faz e tudo o que você tolera em sua realidade.
No final, você tem a vida que tolera e aceita.
Apenas a sua autoestima – na forma de um amor próprio – cria o senso de merecimento necessário que faz você dizer: “Chega! Mereço algo diferente! Vou mudar já!”. É a grande força motriz pelo cuidado que você dá a si mesmo. Pelo nível de suas relações. Até mesmo o seu trabalho, é o que você tolera para si mesmo.

5. O senhor acredita que o livro pode ajudar as pessoas a se libertaram de sua inércia mental e psíquica? Como?

Primeiro ponto porque é um livro simples, inteligível. O discurso é didático e objetivo. A linguagem faz com que você o leia em poucos dias.
Escrevo como falo, sendo assim, eu fujo de termos técnicos ou mesmo cansativos. Isto traz engajamento por parte do leitor, que se sente envolvido ao ponto de colocar os exercícios – igualmente simples – em prática.
Segundo ponto está na ação. Se o leitor realizar apenas um exercício, sua vida já tomará outro rumo.
Uma mudança ou ação, mesmo que pequena, afeta todas as áreas da vida e, adicionalmente, quebra o estado de inércia.
Quebrar este estado é substituir o hábito do “não fazer” pelo hábito do “fazer” e, seguramente, entrar em ação é o hábito que queremos desenvolver no leitor.

6. Há uma frase que diz: você é o que você pensa ser. O senhor acredita nisso?

Acredito 100%. Afinal, se você se define como algo, não há ninguém capaz de torná-lo algo diferente dessa sua autoimagem.
Isto retoma a questão da autoestima.
A maneira como você se vê refletirá na forma como você se comunica, se porta, se movimenta e define suas escolhas na vida – profissionais, pessoais, intelectuais.
Você escolhe os desafios que acredita que pode vencer e essa crença parte da sua autoimagem.
Está tudo dentro de você. Simples assim.
Se me vejo um profissional competente e capaz, aceitarei desafios que atendam a esta minha natureza. O contrário também é verdadeiro.


7. A transformação pessoal é possível? Em que ponto da vida o senhor acha que essa transformação é ideal? 

É totalmente possível. Difícil, porém, é pontuar um ponto da vida. Por ser um processo contínuo, a transformação não tem um ponto de início ou um ponto final.
É possível pontuar, entretanto, o momento que a pessoa toma consciência deste processo de transformação. Esta consciência acelera o processo, o que torna a transformação mais evidente e também direcionada.
Ironicamente, os momentos de maior insatisfação, tristeza ou mesmo decepções, se tornam grandes trampolins para a mudança.
Esses contratempos da vida nos fazem observar e questionar: “O que está acontecendo?” “O que faço de errado que sempre acontece isso comigo?”, entre outras perguntas catalizadoras de um diálogo pró-transformação.
Quando estas perguntas surgem, a inação dói mais do que a ação necessária para a mudança, sendo assim, o indivíduo muda e se transforma.

8. O dia a dia das pessoas geralmente é muito agitado. Como o senhor acredita ser possível tratar a vida de maneira sistêmica no meio de um turbilhão de compromissos?

A vida é sistêmica. Conscientes ou não deste fato, ela operará da mesma maneira: indivisível, sistêmica e buscando a congruência natural do Ser, com todas as áreas se comunicando.
A melhor maneira de fazermos isso é abrir espaço, na forma de tempo e atenção, para todas as áreas da vida em nossa rotina.
Isso significa que devemos nos dedicar pelo menos alguns minutos do dia, para cada uma destas áreas.
Cada área requer um tipo de atenção diferente.
Não há uma receita única para todas as pessoas.
As suas emoções dirão a você o quanto você precisa se dedicar.
Por exemplo, na área de contribuição, que pode também ser entendida de maneira espiritual, algumas pessoas precisam de 15 minutos diários de meditação enquanto outras tem uma necessidade de se dedicar 1 dia inteiro em trabalho voluntário. Cada um tem sua própria maneira de busca a satisfação pessoal interna. Não há melhor ou pior, é pessoal.
Respeitar a individualidade e suas próprias necessidades não apenas garante a eficiência do processo  como é a garantia de que na busca pelo equilíbrio não seja gerado mais desequilíbrio.


9. Qual é o segredo do sucesso profissional e pessoal? 

Acredito que é um conjunto. Primeiro falaria da coerência. Pensar, Falar e Fazer. Alinhar os 3 fará com que você seja bem-sucedido. Digo isto no sentido de conseguir realizar os seus objetivos e planos.
Felicidade é outra coisa. Você pode realizar muitas coisas e não ser feliz – o que, pessoalmente, não é ser bem sucedido.
É aqui que entra o segundo ponto. Definir o seu propósito trará felicidade.
Ser feliz é quando os objetivos realizados estão alinhados com a sua natureza, seus desejos e seu propósito de vida.
Você se sente útil, produtivo, criador, necessário e relevante. Ama e se sente amado. Sente-se parte de toda a sociedade e de toda a criação. Se aceita e se ama. Progride e tem orgulho de si próprio.
Esta sensação é a maior prova do sucesso pessoal e profissional.


10. Quando uma pessoa o contrata, qual é a abordagem da primeira conversa?

Gosto de explicar como, para obter o seu objetivo, observaremos todas as áreas da vida. Explico que muitas vezes os bloqueios que a travam são inconscientes e, obviamente, invisíveis no cenário que ela busca o resultado.
Por exemplo, a pessoa quer progredir no trabalho, está “patinando” e não sabe o porquê.
As respostas podem ser encontradas em outras áreas da vida. Uma vez detectado o padrão do bloqueio, podemos encontra-lo em todas as outras áreas.
Todo processo começa com este foco no autoconhecimento e no entendimento das capacidades do indivíduo.
Numa segunda fase entramos na formulação de um plano de ações para a busca de seus resultados e, em seguida, colocamos as ações em prática avaliando os pontos resistentes e os bloqueios que surgem no caminho, promovendo, assim, progresso e uma melhoria contínua.


11. Em linhas gerais, quais as impressões de que o senhor consegue obter de uma pessoa no primeiro contato?
É possível saber muito da pessoa observando seus comportamentos e suas palavras. É possível saber seus valores pessoais, desejos, objetivos. Gosto de analisar, sobretudo, suas prioridades.

Até mesmo a arquitetura do raciocínio da pessoa é possível ser notada na primeira conversa. É preciso adaptar a linguagem para cada cliente, falar da maneira que eles consigam entender e se sintam alinhados com isso. O Rapport entre cliente e coach é a alavanca que faz o trabalho do Coach dar certo. Se o cliente se colocar na defensiva ou julgar o coach de maneira pejorativa, não há sinergia no trabalho de ambos e o processo é perdido. Neste primeiro contato, meu foco é conquistar essa identificação junto com o cliente a partir de um entendimento global do seu contexto de vida.



Mario Meireles é autor da série de livros Life Coaching.
Formado em Engenharia pela USP e Coaching pela SBC.
Trabalha há 13 anos na área de desenvolvimento de negócios
e pessoas. É palestrante, conferencista, empreendedor e PAI.

Um comentário:

  1. Olá Mario, boa tarde amigo.

    Primeiramente, gostaria de agradecer a você a ótima companhia na viagem que fizemos juntos no vôo de SP para Floripa, foram momentos importantes com trocas de experiências de vida e conhecimentos pessoais.

    Fico muito feliz e realizado quando encontro em minhas viagens a trabalho pessoas como você, jovens que estão fazendo o que acreditam e principalmente aquilo se se realizam em fazer.

    Deus abençoe você meu amigo e toda sua família, e espero poder nos encontrar em breve por esse Brasil a fora.

    Prof. Maurício Ferreira

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