18 de janeiro de 2015

O Princípio da Utilidade

O Princípio da utilidade

Antes de mais nada, quero chamar a sua atenção para algo muito importante. Há preconceitos quando eu falo isso, portanto, peço um pouco de persistência e que você deixe eu continuar com meu raciocínio. Mantenha a cabeça aberta.

Eu o batizei de Princípio da Utilidade.

Então vamos lá:
Tudo está conectado e tudo é útil e necessário neste mundo.

Vou começar falando sobre o TUDO ESTÁ CONECTADO.

É um fato! Observe só que coisa interessante. Talvez amplie sua perspectiva e sua visão, acredite, continue lendo.

Um dia, há anos atrás, eu estava almoçando no restaurante da minha faculdade. Naquele momento fiz minha rápida mentalização de gratidão e no mesmo momento fui acometido por uma onda de lucidez muito grande. Realmente foi uma experiência incomum e positiva.

Enquanto eu mastigava o arroz com o feijão e observava meu prato, eu tive uma visão da fazenda de Cenouras, e de como este meu ato de comer naquele restaurante beneficiava o fazendeiro e ele era grato por haverem compradores para o produto dele.

Ao mesmo tempo, em uma troca quase instantânea de imagens eu pude ver a empresa que produzia o Maquinário utilizado na fazenda e seus funcionários gratos por eu consumir aquele prato de comida que dava utilidade às máquinas deles.

E assim a minha visão continuou indo, como houvessem setas saindo de diferentes lugares do mapa do mundo, e elas iam parando em vários lugares e se conectando.
O aço que produzia a máquina vinha da índia, usavam peças da china, projetadas nos Estados Unidos, e as setas iam aumentando em quantidade.

E não estou falando sobre globalização, a questão é mais ampla e mais profunda.
Eu sentia o agradecimento, o senso de utilidade de todos.
Eu via o Dinheiro que eu pagava no caixa, voltando e sendo repartido entre os funcionários do restaurante, em suas famílias, nas compras que eles faziam, nos fabricantes dos produtos que eles compravam e a coisa ia em frente.

Eu me sentia grato, e sentia a reciprocidade do mundo inteiro.

Até, eventualmente, as Setas voltarem para mim e o ciclo se fechar. Eu, como engenheiro, entregando soluções e benefícios que impactariam às vidas deles.

Eu sentia ali o que eu nomeei de Princípio da utilidade.

Tudo, e todos, foram necessários. Foram úteis.
Percebi também que, em cada momento que um ser humano abre os olhos e inicia seu dia, suas ações, todas sem exceção, impactam o mundo, até mesmo o simples abrir de uma torneira para lavar o rosto.
O somatório destas ações, com milhões de pessoas, aumentam o impacto e a relevância das trocas e das sensações de utilidade.

Se pensarmos em quanta coisa aconteceu até este texto chegar à você, passaríamos o dia discutindo.

É incrível.

Um outro exemplo.
Na minha formação, sou engenheiro ambiental por formação acadêmica, eu sempre afirmei que, por exemplo, para a Natureza não existem Resíduos. O Lixo é lixo apenas para o homem em seu curto espaço de vida.

Se sumíssemos da Terra, nos auto-exterminássemos, todo concreto, ferro, e lixo seria metabolizado pelo planeta em alguns milhares de anos. Até mesmo o plástico, em alguns milhares de anos, voltaria a ser apenas energia circulando em uma nova forma material.

A Terra não está muito preocupada com a gente, ela metaboliza tudo. Nós deveríamos nos preocupar, entretanto.
A Natureza conhece o princípio da utilidade. Para ela, não há o inútil. Ela entende que tudo é energia e, o trabalho dela, é transformar a energia em uma nova forma.

É Idêntico ao que fazemos. 
Porém, muitos de nós não temos esta ciência do Princípio da Utilidade.

E, assim, entro na segunda parte do argumento TUDO É ÚTIL E NECESSÁRIO NESTE MUNDO.

Quando eu falo isso, em questão de segundos, alguém levanta a mão e pergunta: “Mario, mas e a escravidão?”, “Mario, mas e as coisas ruins, mortes assaltos, etc?”.

Sinto que, muitas vezes, as pessoas perguntam não porque querem realmente saber minha opinião, mas sim porque elas tem dificuldades de ACREDITAR nesta poderosa afirmação.
Poderosa? Isto mesmo, PODEROSA. Imagine-se em um mundo aonde nada é desnecessário, aonde tudo é útil e, sendo assim, tudo é para o BEM. Inclusive as coisas más! Conseguiu imaginar?

Eu entendo que é um conceito difícil de entender e até mesmo, muitas vezes, difícil de acreditar. 

Lutamos para não acreditar nisso. Afinal, queremos que todas as coisas ruins que aconteceram para nós sejam “vingadas” sejam “justificadas” ou mesmo sejam “indenizadas”.

Barganhamos com a vida. Falamos assim: “Olha, aquilo que aconteceu foi errado, por isso, agora eu quero isso e isso e isso...Como compensação”
Esta forma de pensar, centrada no VITIMISMO pode funcionar na sua casa, com amigos etc. 

Funcionava muito quando você era criança. Seus pais, barganhando com você, davam doces, balas e etc, para compensar uma desavença, uma mudança de planos (não vamos mais no parquinho filho), ou mesmo, inocentemente, para te animar.

Culpar aos pais hoje em dia já não serve para você. O jogo da vida adulta não permite isso.

Porque, então, simplesmente não assumimos que tudo pode servir para nosso crescimento, aprendizado e muito mais?

Porque não acabamos com o vitimismo? Com o “Coitadismo” de mim?

Te respondo, basicamente 2 motivos:

1 – A Aceitação social é enorme quando você age como coitadinho, 90% da população tem esta postura em algum campo da vida (Analise-se e veja em qual área da sua vida mora o seu Coitado). Na realidade dá até assunto para conversar.

Ironicamente, as pessoas até competem para ver quem se deu Pior.

A amiga fala para uma: “Amiga você não acredita, passei em um buraco e furei o pneu do carro” e a outra, querendo vencer, diz “Nossa, sabia que isso já aconteceu comigo? E você não sabe, estava com o Step vazio e era de noite, fui quase assaltada...”

Triste e dura verdade, não é?

2 – Assumir a responsabilidade, crescer e buscar evolução dá um trabalhão.
Esta segunda é mais objetiva.

Assumir uma nova postura, no sentido de encarar tudo como positivo, é muito difícil. Exige um esforço psicológico enorme e, nem sempre, conseguimos fazer isso.
Mas o importante é apenas direcionar.
Se alcançaremos esta condição vai depender do nosso empenho.

Todos os momentos desafiadores da minha vida, confesso que em muitos eu ainda não tinha esta visão do Princípio da utilidade, me trouxeram crescimento.
Este é o objetivo da vida. Te fazer crescer. É o que ela quer e se empenha todos os dias.

Um outro dia eu publiquei no meu perfil do instagram (@mhmeireles) uma imagem com a seguinte frase minha: “Hoje o seu conhecimento e sua experiência são Máximos. Espere desafios ainda maiores”
Quando eu disse isso, não tinha o objetivo de assustar pessoas.
“Ele fala como se já não estivesse difícil”.

O que quero dizer é que, uma vez que você aprende a superar um tipo de problema, resolver aquela questão novamente já não é mais tão difícil. Você aprendeu, cresceu, e agora, para algo ser considerado problema, precisa ser maior ou mais difícil que o anterior.

Espero que você acredite no princípio da utilidade. Na realidade, pensar desta maneira alivia, e muito, a carga emocional dos eventos que acontecem na sua vida. Com menos envolvimento emocional, você resolverá as questões com mais facilidade.

Se não consegui te convencer, não tem problema. O Princípio continuará operando para você normalmente. É parte da natureza, lembra? Nada é resíduo, nada é inútil ou desnecessário.
Somos parte desta natureza e, sinceramente, já percebi que ela não se preocupa com as nossas crenças, se acreditamos nela ou não, tampouco se preocupa com nossa opinião “acho isso feio, certo, errado,bonito,etc...” ela existe, segue suas próprias regras.

Este é a base da Justiça, existem regras iguais para todos.

Não importa a sua opinião. Viole ou Siga. Escolha um lado.

De preferência, seja útil.

Como exercício sugiro o seguinte:
Reflita sobre o impacto que você tem nas pessoas do seu dia a dia. Visualize a sua importância, como ela reflete e permeia todo o mundo.

Reconheça a sua IMPORTÂNCIA neste mundo.

Você veio aqui para mudá-lo.

Acredite nisso.

Com amor,

Mario


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